Ela e eu
Ela se dá conta do seu redor. Enquanto eu perco a pouca noção de sociabilidade que tinha. Ela estranha o que me é familiar. Com receio dela não gostar, talvez tenha promovido a estranheza de ambientes e pessoas novas. E talvez eu esteja com medo de perder a admiração que ela parece ter por mim. Ela está descobrindo o mundo, e eu me descobrindo tão possessiva. Alguém que nasceu pra eu ser tão dela. Uma doação que não me dói. A não ser pela longínqua ideia de um dia ser desprezada. Ela é tão frágil mas capaz de criar em mim a fortaleza. Seu riso arrebatador escorre em meu rosto o maior orgulho. Quando embalo seu sono me presenteio com o mais meigo pacotinho, que suspira, sorri no cantinho da boca e se aconchega no meu peito, deixando o rosto rosinha e amassando as maçãzinhas. O franzir da testa que nada tem de preocupação, deixa a mãezinha sem chão e diante do mais divino sorriso padece no paraíso
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