A forja
Em uma fornalha de sentimentos, forja-se o novo. Essa renovação passa ser uma constante. Aquilo que era novo, envelhece em horas e requer mais uma adaptação. O ritmo frenético para habituar-se ao novo transparece uma naturalidade inerente de quem vive essa constante. Muito embora o sofrimento e apego ao velho não desapareça nunca. O corpo fraqueja, a alma suspira, a mente...trasmuta-se entre sanidade e loucura. Não há permanência de estado, a apatia pelo que vem, reflete-se na desesperança pelo que vai. Abaixo dos pés, o chão estremece, racha-se em pedaços, desequilibrando os passos, desaparecendo com as direções dos caminhos a se percorrer. No horizonte, sertões e a secura de quem aponta os dedos no despreparo para tal situação. É impossível se precaver. Se me permitem trajar-me para o fevor dos seus julgamentos, me enlaça um degelo sorriso bandido, que me apanha de novo sem o devido preparo. Tal rasteira, derruba da auto (auto-estima, auto-controle e auto-consciência), mas para o desavisado encontro-me deitada em berço esplêndido da aparente vida boa. Ah! Pobre coitado, tenha cuidado. Não chute o morto na cova dos leões angustiados por morrerem de fome devido os seus maltratos. Não julgue porque eles não sabem, que aquele brilho da espada forjada, já queimou na pior das brasas lançadas do inferno. E em seu apogeu, repensa sobre o quanto sofreu carregado pelos braços de quem acolheu a eterna maldade da cruz e da espada que um dia fincada na alma da paz, desavisada matava o rapaz, que longe avistou a tourada das mulas que destruíram o reino dos céus.
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