Uma terça qualquer....

No chão do meu quarto..
Um rio de insegurança..
Encama a dor de um parto..
Chão sem esperança...

Esperança sem chão..
No quarto a preamar..
meu caminho, minha ilusão.
Tudo a um triz de se escapar...

Existe aqui uma toca de coelho..
Eu não vejo nada abaixo do meu joelho..
Fuja, então, da materialidade
Diga-me sempre a verdade.

Na mente reflexos de gente.
Onde está o irreverente?
Na garganta o gosto a amargar..
Eu não quero desacreditar..

Enquanto tento esconder mágoa..
meu quarto estah só água..
seca esse rio?
Sei que faz parte do teu feitio..

Eu quero viver a atitude..
livre do mundo rude..
desvincular-me da vicissitude..
Estude, estude...

Eu me vejo em você..
me veja transparecer...
que não desejo uma imagem..
que isso é uma passagem..

Veja além do complexo..
que as palavras e o amor não seja sexo.
E eu deixando a desejar..
meus belos e preciosos momentos de silenciar..

Silêncio.
Silêncio.
Silêncio.

Comentários

D.J. Dicks disse…
Meu avo me ensinou a amar o silencio, mas o silencio indecifrado dentro de mim.

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